Fora Allan Dellon! (por Fábio Monteiro)
Se este jogador não tomar consciência do que é ser profissional, ele tem que ser banido do futebol imediatamente!
Allan Dellon Dantas já foi ídolo da torcida nas temporadas 200/2001. Nesta época era sua marca fazer belos gols em cobranças de falta ou em jogadas individuais. Porém, em 2002, a fama lhe subiu à cabeça, principalmente com os interesses do Santos Futebol Clube e do Cruzeiro Esporte Clube em contratá-lo. O Vitória não quis negociá-lo para não sofrer represálias da torcida e também porquê a proposta era altamente incompatível com o futebol que o capixaba erradicado na Bahia apresentava àquela altura.
Em 2000/01 Allan era o nome do Vitória. Era o “homem-gol’. Mas ele queria jogar no Sul do País. Se o Vitória e sua torcida adivinhassem que ele iria enterrar o time por ficar na Bahia, a torcida jamais iria repudiar sua saída do Vitória. Em 2002 ele começou a tirar onda de craque, curtia as noites baianas nas principais boates, bebia todas e incentivava os companheiros a fazer o mesmo. Quem me garantiu isso foram colegas de trabalho do meu pai, que residia no Bairro de Cabula, e torcedores do Vitória no Barradão que curtiam as noites nas boates soteropolitanas. Ouvi inúmeras pessoas afirmando que Allan tirava maior onda de craque por ter sido sondado pelo Cruzeiro e pelo Santos.
Em 2002 foi a pior temporada de Allan Delon no clube. Não jogava nada, prejudicava o time sendo expulso, perdendo pênaltis e gols incríveis e ainda sorria a cada erro seu. O que mais dava raiva!!! Falava inúmeras vezes que: <b>“O tempo dele no Vitória já tinha terminado e que ele estava decidido a jogar em um time grande”.</b> Ou seja, além de enterrar o Vitória ele ainda ofendeu o clube o qual foi revelado e teve todas as chances para aparecer em nível nacional.
O engraçado que ele permaneceu no clube apesar de inúmeras declarações dadas por ele que diminua o Vitória e mostrava sua insatisfação de não ter sido negociado para o futebol do Sul do País. Nos jogos mais decisivos, o Allan simplesmente se escondia da partida, ficava apagadíssimo e nenhum treinador o colocava no banco de reservas. Ele estava enterrando e era o titular absoluto. Meu pai parou de ir ao estádio por isso, por ver Allan Delon com má-vontade e sendo titular da equipe.
Além disso, meu pai ficou sabendo das farras dele no Bairro do Cabula, em que seus amigos do trabalho afirmaram que até em drogas ele pegava. Tinha mania de beber e fumar maconha sem querer pagar alegando ser jogador de futebol do Vitória e por isso mesmo deveria ter desconto de 100% em tudo. Dizem às más-línguas que o tiro que ele recebeu de raspão no rosto, ano passado (2003), não foi tentativa de assalto e sim uma tentativa de homicídio por traficantes que entregavam drogas a ele. Como ele estava devendo aos traficantes, ele seria morto. Essa história foi muito mal contada pela diretoria do Vitória e pela imprensa baiana e logo em seguida ele foi negociado para o futebol mexicano.
Em julho de 2003 ele foi para o Querétaro, time mediano do México. O valor do passe foi US$ 600 mil e o time mexicano parcelou em duas vezes de US$ 300 mil. Acontece que nem lá no México ele se deu bem. O time mexicano não quis pagar o restante do passe e ele retornou ao Vitória por decisão da Fifa que garante a volta do jogador ao clube de origem caso o clube contratante evite o pagamento do valor do passe do atleta.
Allan Delon voltou com a maior cara de pau e dizendo que seria titular do clube. Em lugar de quem eu não sei. Ele não tem mais futebol que os meias Cléber e Magnum. Ele seria um bom reserva, porém suas atitudes contra o clube que ele foi revelado e pela sua vida particular contestada, em que se suspeita de ser um alcoólatra, drogado e indisciplinado pesaram e a torcida do Vitória já criou um site intitulado “Fora Allan Delon”. O endereço do site é http://foraallandelon.vilabol.uol.com.br
Se não fossem as infelizes declarações e a má-vontade do jogador, em represália a sua permanência no clube, Allan Delon iria voltar como um grande reforço e com bastante carinho da torcida. Porém ele jogou seu carisma e apoio da torcida por água abaixo, por perder pênaltis, por não se esforçar e por não apresentar o futebol encantador das temporadas 2000/2001.
Ele está relacionado para a próxima partida contra o Grêmio, em Porto Alegre. E se ele quer mesmo ser perdoado pela torcida como declarou tem que mostrar muita vontade e acima de tudo jogar bem, mas muito bem mesmo para ver se a torcida o aceita de volta. O difícil é que a pressão contra o retorno dele é muito grande e quase que 80% da torcida rubro-negra tomou antipatia com o jogador que afirmou em 2003 quando foi sondado pelo Corinthians, que estava louco para jogar num time grande.
Os torcedores estão com essa frase entalada, pois o Vitória é sim um time grande do futebol brasileiro. Possui uma estrutura invejável, já dá sinais que pode sim ser campeão nacional. Com várias classificações para finais e semifinais de Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, com contratações de peso como Petkovic, Bebeto, Aristizábal, Edílson e Vampeta, recentemente.
Para voltar a encantar de novo, Allan precisa se conscientizar que é jogador de futebol e como tal não pode ficar “farreando” em todas as noites e se envolvendo com bebidas alcoólicas e drogas, e acima de tudo voltar a ser humilde e respeitar mais o clube que o revelou para o cenário nacional.
Escrito por Injuriados às 13h26
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